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Especialistas debatem o desenvolvimento orientado pelo transporte de massa

Especialistas debatem o desenvolvimento orientado pelo transporte de massa

Exemplos bem-sucedidos de Londres e da Cidade do México foram apresentados no Fórum Urbanístico Internacional, que está há mais de dez anos na grade da Convenção Secovi

Na tarde desta segunda-feira, 28/8, foi realizado mais um Fórum Urbanístico Internacional dentro da Convenção Secovi. No painel foi debatido o modelo de DOT – desenvolvimento orientado pelo transporte de massa. O mecanismo de indução de adensamento e qualificação das cidades nas áreas de concentração de transporte público está em vias de ser adotado na capital paulista e se tornar a primeira parceira público-privada do município.

A secretária municipal de Urbanismo e Desenvolvimento de São Paulo, Heloísa Proença, falou das políticas públicas da gestão atual e que estão em curso, como revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (Lei de Zoneamento), revisão da Operação Urbana Água Branca e a proposta de PIU (Projeto de Intervenção Urbana) do Arco Jurubatuba, cujos projetos de lei serão encaminhados para a Câmara em outubro, de acordo com previsão da secretária. Este mesmo cronograma será obedecido pelos PIUs dos terminais municipais de ônibus Capelinha, Campo Limpo (ambos na zona sul) e Princesa Isabel (centro), todos em consulta pública no site Gestão Urbana.

“Queremos torná-los polos regionais de desenvolvimento econômico, favorecendo, principalmente, a população local”, ressaltou a secretária, que disse acreditar nesse novo modelo de concentração do adensamento onde há mais infraestrutura instalada.

O diretor da SP Urbanismo, arquiteto Carlos Leite, detalhou os projetos de concessão dos terminais de ônibus apresentados há 15 dias e explicou a oportunidade do chamamento público para a iniciativa privada. Ele dividiu os benefícios em três: requalificação, modernização e exploração comercial dos espaços dos terminais; exploração comercial das edificações nos terminais, como shopping centers; e requalificação e criação de oportunidades de desenvolvimento do território urbano e imobiliário. “O PIU é uma legislação potente.”

Sol Camacho, arquiteta e urbanista mexicana radicada em São Paulo há seis anos, apresentou os cases de concessão de terminais de ônibus que deram certo na Cidade do México – e que têm similaridades com os espaços da cidade de São Paulo –, e o exemplo emblemático de King’s Cross, em Londres. Ela diz que esse modelo inverte a lógica de desenvolvimento, pois mantém o transporte nos terminais, utilizando-os como meios de revitalizar os espaços e induzir a criação de novos modelos residenciais, atraindo e mantendo as pessoas nesses locais.

Ela ressaltou que para construir cidades de maneira bem-sucedida, muitos atores devem participar ativamente desse processo e que as intervenções só acontecem por meio de parcerias. “O maior desafio no México foi juntar o setor privado com o poder público”, disse Sol Camacho. Porém, a experiência de lá pode ser um bom exemplo para São Paulo, onde parcerias são mais fáceis de acontecer.

Ricardo Bargieri, secretário adjunto da Secretaria municipal de Desestatização e Parcerias, falou que a Pasta elegeu dez projetos prioritários para impactar financeiramente e socialmente a cidade, além de dar celeridade e cumprir promessas de campanha da Prefeitura. Dentre eles está o de concessão dos terminais de ônibus para a iniciativa privada. Além de desonerar os cofres públicos, o projeto visa garantir qualidade aos usuários. “Daremos novos usos para os terminais.”

O painel foi coordenado por Hamilton Leite, da Universidade Secovi, e os debates organizados por João Crestana, do Conselho Consultivo da entidade.

Fonte: Secovi

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