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Governo vai terminar 50 mil casas do MCMV em até um ano

Governo vai terminar 50 mil casas do MCMV em até um ano

Ministério das Cidades retomará obras paralisadas do programa federal em todo o Brasil

Em conversa com empresários da construção civil do Norte e do Nordeste, nesta segunda-feira (18) no Recife, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que vai retomar as obras paralisadas da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em no máximo um ano. São 50,1 mil casas populares que ficaram pela metade Brasil afora e agora custarão mais R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Os recursos, de acordo com Araújo, virão do Tesouro Nacional e devem reaquecer o mercado imobiliário. O ministro, no entanto, não deu prazo para a contratação de novas moradias desta faixa do programa federal, que é destinada à população de baixa renda e não teve novas casas negociadas neste ano.

“Ao invés de lançar novos contratos, decidimos retomar as obras que estão paralisadas e dar sequência às moradias do MCMV Rural e do MCMV entidades que já estavam em contratação”, explicou Araújo, em palestra realizada no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE). Ele disse que 4.232 das 50,1 mil moradias paralisadas já tiveram a obra retomada com cerca de R$ 160 milhões a R$ 200 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). Agora, a pasta negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento a liberação dos recursos necessários para a finalização das outras. “Vamos fazer as 50,1 mil unidades em um intervalo de oito a 12 meses. Serão de quatro a seis mil unidades por mês. E tudo será custeado pelo Tesouro”, garantiu, revelando que, além disso, precisa captar R$ 400 milhões para a construção de 173 equipamentos como escolas e creches em conjuntos habitacionais que só aguardam estas obras para serem entregues.

As obras, segundo o Sinduscon-PE e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), vão colaborar com o reaquecimento da construção civil. Estimativa da CBIC indica que o serviço vai movimentar cerca de R$ 2 bilhões em todo o Brasil. Em Pernambuco, o reforço virá sobretudo para o interior, onde estão concentradas as casas da faixa 1 do MCMV.

Faixa 1,5

Bruno Araújo disse também que a Faixa 1,5 do MCMV deve ser lançada no próximo mês com novas regras. A modalidade vai conceder subsídios de até 45 mil para famílias com renda de até R$ 1,6 mil e não R$ 1,8 mil, como havia anunciado Dilma Rousseff. A mudança, segundo o ministro, vai liberar recursos para a contratação de um maior volume de unidades habitacionais. A expectativa é que, neste ano, sejam contratadas de 40 a 50 mil casas nesta faixa. Já as faixas 2 e 3 devem somar 400 mil contratos. A faixa 1, por sua vez, só terá novos contratos quando as obras que hoje estão paralisadas forem concluídas.

Para o próximo ano, o Ministério das Cidades prepara um novo programa habitacional, o Cheque Moradia. A ideia é conceder recursos da União para que moradores de locais precários com renda mensal de até R$ 1,8 mil possam reformar as próprias casas e, assim, construir boas condições de moradia.

Fonte: FolhaPE.com.br

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