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Momento atual é janela de oportunidade para ajustes necessários

Momento atual é janela de oportunidade para ajustes necessários

Essa é a opinião de Marcos Lisboa, palestrante do primeiro painel da Convenção Secovi 2017

O momento vivido pelo Brasil de redução de juros e da inflação, e de volta da confiança é uma janela de oportunidade para que sejam feitos os ajustes necessários para o crescimento sustentado da economia. “Teremos mais um ou dois anos com retomada econômica e aumento do emprego. No entanto, não se trata de algo que se sustente a logo prazo se não fizermos um ajuste fiscal profundo”, pontuou Marcos Lisboa, economista e diretor do Insper, na palestra de abertura da Convenção Secovi 2017.

De acordo com ele, de 100% dos gastos públicos, 60% vão para custeio de aposentaria e outros repasses sociais. Junte-se a isso saúde, educação, transferência de recursos para cidades e estados e pagamentos de salários de servidores públicos e chega-se a 92% de gastos obrigatórios da União.

Como imensa parte dessas despesas é indexada ao salário mínimo, cuja variação está condicionada ao desempenho do PIB, cria-se a ilusão de que o crescimento econômico, por si só, é salutar ao desenvolvimento. “Se a economia cresce 4%, as despesas do governo crescem 8%”, considerou.

Segundo Lisboa, a imensa maioria dos recursos arrecadados pelo governo volta para o setor privado na forma de pagamento de aposentadorias, desonerações em folhas de pagamento, isenções fiscais, financiamentos subsidiados, entre outros.

Lisboa recorreu aos anos entre 1990 e 2008 como exemplo, período de privatizações (desinchou a máquina pública), estabilização da moeda, responsabilidade fiscal, abertura de mercado (fim de reservas de mercado) e, inclusive, reforma previdenciária no setor público no âmbito federal.

“Como essa reforma foi feita a tempo, houve uma transição sem muitos impactos. Os estados preferiram não fazer, e hoje estão pagando a conta. O momento que vivemos hoje é uma janela oportuna para fazer ajustes necessários”, finalizou.

Mensagens –   Na abertura oficial do evento, o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, afirmou que uma série de mudanças têm contribuído para a melhoria do cenário nacional. “ Entramos em uma nova fase. O menor nível de inflação dos últimos 10 anos, permitiu substancial queda da taxa de juros, animando o setor produtivo a produzir e, mais importante, a empregar. Se analisarmos friamente a sucessão dos fatos, de 2016 para 2017, muitas viradas aconteceram”, afirmou.

Amary apresentou resumidamente algumas conquistas e os principais trabalhos realizados pelas vice-presidências da instituição, beneficiando as atividades imobiliárias, a coletividade e o desenvolvimento econômico.

Cláudio Carvalho, titular da Secretaria Especial de Investimento Social e representante do prefeito João Doria na abertura dos trabalhos, reafirmou a firme disposição do governo paulistano de destravar a economia. “Não pode ser pecado empreender, ter lucro, empregar, pagar impostos. O permanente diálogo com o setor imobiliário segue esse raciocínio. Precisamos de mudanças para atrair investimentos e ampliar a oferta de postos de trabalho”, disse.

Rodrigo Garcia, secretário estadual da Habitação e representante do governador Geraldo Alckmin no evento, fez uma retrospectiva Convenções Secovi das quais participou. “Em 2015, o tema foi a Rosa dos Ventos do Setor Imobiliário, ou seja, o mercado se localizando para definir rumos; em 2016 o mote foi É Hora de se Reinventar, antecipando tendências. Agora, com o Virando a Página, percebemos a grande similaridade que todo o setor está vivendo e o que o Secovi-SP está fazendo para apoiar o segmento. O relato de Flavio Amary mostra um trabalho importante; poucas são as entidades que fazem isso de forma tão transparente”, assinalou.

Fonte: Secovi

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