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Secovi prevê retomada do mercado imobiliário

Secovi prevê retomada do mercado imobiliário

Sindicato da Habitação estima crescimento de 5% e 10%

O ano de 2016 foi marcado por alguns fatos históricos para o País. Entre eles, a realização dos jogos olímpicos, operação Lava Jato, impeachment de Dilma Rousseff e a troca do governo. Esses acontecimentos influenciaram diretamente no mercado imobiliário. Porém, a diretoria do Sindicato da Habitação de São Paulo – SP prevê um 2017 positivo com crescimento entre 5% e 10% nas vendas e lançamentos.

“Para 2017, a expectativa é positiva, e está alicerçada na retomada gradual da economia, na queda da inflação e das taxas de juros, inclusive dos financiamentos imobiliários. A retomada dos investimentos e da geração de emprego e renda nos levam a estimar um crescimento do mercado imobiliário de 5% a 10% neste ano”, aposta Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Na cidade de São Paulo foram lançadas 17,6 mil unidades residenciais em 2016, um volume 23,3% inferior as 23 mil unidades apresentadas no ano anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Secovi.

No quesito volume de vendas, a Pesquisa do Secovi-SP registrou a comercialização de 16 mil unidades residenciais novas na cidade de São Paulo – montante 19,7% inferior às 20 mil unidades vendidas em 2015.

Os imóveis com tipologia de 2 dormitórios, com área útil entre 46 m² e 65 m², na faixa de R$ 225 mil e R$ 500 mil foram os mais lançados e os mais vendidos.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) desenvolveu um estudo sobre o potencial do mercado imobiliário para os anos baseado nos dados sociodemográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. De acordo com a pesquisa, serão necessários 14,55 milhões de novos domicílios no período entre 2015 a 2025 para suprir a demanda habitacional.

“De toda forma, e de acordo com estudo que fizemos com a FGV, a demanda por novos domicílios permanentes na Região Metropolitana de São Paulo, de 2015 a 2025, será de mais de 130 mil por ano. Em um cenário de reaquecimento da economia, o mercado imobiliário tem capacidade de suprir parte desta demanda futura”, conclui Amary.

A entidade também está otimista em relação com as mudanças que devem ocorrer em virtude das novas legislações do Plano Diretor Estratégico e da Lei de Zoneamento. “Esperamos que a nova equipe da prefeitura entenda os efeitos destas legislações, atenuando sua aplicação e corrigindo suas imperfeições”, acredita Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi.

Fonte: spimovel.com.br

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