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Como usar rendimentos da poupança para pagar o aluguel

Como usar rendimentos da poupança para pagar o aluguel

Tempos de crédito escasso têm destelhado o sonho de muitos brasileiros em adquirir a casa própria. Aos que aspiram deixar a casa dos pais ou trocar de imóvel, resta uma parcela gorda ou encarar o aluguel. E na opinião de especialistas, a segunda opção tem sido mais vantajosa em alguns casos.

— Pagar aluguel não significa necessariamente jogar dinheiro fora, caso seja feita uma poupança, paralelamente, para uma futura compra — explica o economista Milton Biazus.

Os empréstimos para compra de imóveis desabaram 43% em julho em relação a um ano atrás, e o total de pedidos de financiamentos aprovados caiu pela metade, mostra a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Para entender a lógica da troca da compra pelo aluguel, acompanhe a equação: o custo do financiamento subiu muito no Brasil desde o final do ano passado, tornando as parcelas mais caras. A taxa da Caixa Econômica Federal, que serve de parâmetro para os demais bancos, passou de 8,75% — para clientes correntistas — para 9,3% ao ano.

Ao mesmo tempo, a disparada do juro básico (Selic) tornou os investimentos na renda fixa mais atraentes. Quem investe mais de R$ 50 mil em aplicações como CDB e LCI ou LCA tem visto seu dinheiro subir quase 1% ao mês.

Ou seja, em vez de pagar uma parcela salgada, é possível investir o valor que seria dado como entrada e usar os rendimentos para pagar um aluguel. E sobraria para reinvestir e aumentar a poupança.

— Se um inquilino fizer essa escolha, ao final de 20 anos terá economizado o valor de dois imóveis — calcula o educador financeiro Leandro Rassier, diretor da LHR investimentos.

A decisão sobre compra ou aluguel passa pela análise de cada caso, explicam os especialistas. Depende do valor da locação, da localização, do estado do imóvel e de custos indiretos com condomínio, garagem e IPTU, por exemplo. Em geral, a locação vale a pena quando não ultrapassa 0,5% do valor do imóvel.

— Na atual crise, o inquilino tem margem para negociar com o proprietário um desconto na locação — garante Rassier.

Vantagens para imóveis novos – O financiamento para imóveis novos foi menos penalizado pelo ajuste nos juros e pela maior exigência de entrada. Os bancos ainda têm topado financiar até 85% para os recém-lançados, o que traz alívio na parcela, conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Ricardo Sessegolo.

Como o mercado tem andado de lado neste ano, as construtoras têm facilitado negócios quando o pagamento é feito à vista, ou aceitado prazo maior para a entrada. No Rio Grande do Sul, as vendas caíram 26% neste ano, conforme o Sinduscon.

— Para quem topa pagar à vista, algumas construtoras têm oferecido descontos de até 15% na planta, ou 7% nos recém-concluídos — afirma Sessegolo.

A compra de uma casa ou apartamento não deve ser uma escolha meramente financeira, já que envolve todo um projeto de vida e realização pessoal, diz Moacyr Schukster, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi):

— O aluguel pode ser uma boa alternativa a curto prazo. Mas quem tem família formada e sabe que passará anos na mesma cidade não pode abrir mão de ter um imóvel próprio, com toda liberdade que isso gera.

Fonte: Zero Hora – Porto Alegre/RS – VIDA

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