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É possível reformar os ambientes de maneira mais sustentável

É possível reformar os ambientes de maneira mais sustentável

Com a escassez dos recursos naturais – como a falta de água – que já atingem algumas regiões do Sudeste do país, a palavra “sustentabilidade” nunca esteve tão em evidência como nos dias atuais.

Por outro lado, uma das maiores geradoras de gasto de energia, o setor de construção civil, cresce há oito anos em ritmo acelerado, alcançando a casa dos 4,5% em média, segundo os dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic).

Este é um dos motivos apontados, segundo Carlos Eduardo Salamanca, arquiteto como um dos incentivadores para que as “obras verdes” ganhem espaço no mercado. “Cerca de 30% da energia que se produz hoje é consumida pela construção civil”, calcula o arquiteto.

Porém, na hora de reformar é possível transformar a sua casa em um ambiente mais sustentável. “Está cada vez mais acessível tornar uma obra sustentável. No Brasil, para alguns itens, como o próprio sistema de energia solar, o custo é ainda um pouco mais alto do que nos países de primeiro mundo, porém, já está bem mais fácil investir nestes elementos”, enfatiza Salamanca.

Reformar é mais sustentável

Antes de derrubar toda a casa antiga e construir outra, converse com o profissional escolhido para planejar a obra e verifique a viabilidade de reaproveitar alguns espaços.

“Os primeiros itens que podem ser considerados em uma obra sustentável é, de fato, o aproveitamento dos recursos: iluminação, ventilação natural e captação da água da chuva. Este último item, por exemplo, se bem direcionado pode ser utilizado para o condicionamento térmico”, destaca.

Além disso, de acordo com Salamanca, optar por vidros e elementos vazados com grandes aberturas também potencializam a iluminação e a ventilação natural.

“Outro ponto é saber como a casa está situada no terreno, para orientar as aberturas para a indicação solar correta. Na nossa região, por exemplo, não colocaria fendas para face Oeste, onde há incidência direta do sol, pois se teria que usar algum recurso para diminuir a intensidade da luz”, finaliza.

Fonte: Tribuna da Bahia, 10/10/2014

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