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Expectativa do setor imobiliário é alta

Expectativa do setor imobiliário é alta

Entre as categorias afetadas pela crise econômica nacional está o setor imobiliário. E, no Grande ABC, não foi diferente. Neste ano, tanto as vendas quanto lançamentos de imóveis caíram 50% na região no primeiro semestre – em comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o pior resultado desde 2013, afirma a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliários e Administradores do Grande ABC). Os dados ainda apontam que houve aumento do estoque em 3,2%.

Por isso, foi organizado pela entidade o congresso imobiliário regional Construindo o Grande ABC, realizado ontem, na Fundação Santo André. O evento reuniu líderes e empresários do setor para debater o cenário presente e futuro da região, já que o tema desta edição teve como proposta solucionar e alavancar o cenário econômico da região com base no mercado imobiliário.

“O objetivo é passar para todos essa perspectiva de melhora que foi tão discutida lá dentro (na sala de palestras). A economia deve se restabelecer, até por conta do cenário político, então não queremos que os empreendedores se desanimem. Estamos expondo aqui a abertura de novos horizontes”, afirmou o presidente da Acigabc, Marcus Vinicius Santaguita.

Na cerimonia de abertura, Santaguita agradeceu os cerca de 20 integrantes da Acigabc e de todos os participantes. Foram 278 inscrições de 50 empresas diferentes. “O importante é o conhecimento. E não devemos desanimar, até porque já estamos começando a sentir esse ânimo na economia. Espero que, em 2018, estejamos aqui contando histórias melhores e, sobretudo, com boa expectativa”, disse o criador da Acigabc e presidente da Mbigucci, Milton Bigucci.

O EVENTO

Entre as primeiras atividades do congresso estava a palestra Painel Economia Regional Encontro de Mercado Secovi-SP, com o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, e com o vice-presidente do Secovi-SP do Interior, Frederico Marcondes Cezar. Lá, foram debatidos as crises política e econômica, índices e números, retrocesso de emprego e a queda de renda que afetou o mercado imobiliário. Durante a finalização do discurso, Petrucci defendeu que “as estruturas estão sendo restabelecidas”.

De janeiro a junho deste ano foram comercializados 1.440 apartamentos na região (veja dados completos na arte acima), número 51,6% inferior ao mesmo período do ano passado, quando a venda foi de 2.978 unidades. A queda de 1.538 vendas resultou no pior número dos últimos quatro anos.

Durante o evento houve outras palestras, como a do gerente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal, que comentou sobre a recuperação de crédito e afirmou que R$ 311 milhões (da Caixa) ainda podem ser aplicados. A expectativa é investi-lo até o fim do ano.

Durante o congresso, as pessoas ainda fizeram perguntas para os convidados, inclusive para a diretora da Acigabc, Valéria Correa, que anunciou uma novidade. Previsto para março de 2017, a entidade organizará um megasaldão imobiliário que dará descontos de até R$ 20 mil. “A ideia é ajudar as construtoras de pequeno, médio e grande portes da região. A meta é vender os estoques. Serão cerca de 60 estandes e mais de 20 empreendedores, além dos parceiros, como venda de móveis. Queremos, de fato, encantar o consumidor”, salientou.

Para frisar a boa expectativa, Santaguita observou, “Sentimos que as pessoas estão começando a procurar imóveis. Os empresários estão mais animados e o primeiro semestre de 2017 já deve ser melhor.”

Já segundo Marcondes Cezar, “é necessário mirar o horizonte, porque quando a economia retomar será criado um boom de vendas, e isso fará com que os preços dos empreendimentos tenham aumento significativo de preço”.

Fonte: DGACB.com.br

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