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O reaquecimento do mercado imobiliário

O reaquecimento do mercado imobiliário

O reaquecimento

Setores da economia altamente dependentes de crédito como o imobiliário e automotivo são dos mais impactados pela crise que se instalou no Brasil. Segundo especialistas, estes também serão os setores que mais sentirão a retomada da economia. Em especial, o mercado imobiliário ainda tem muito para se desenvolver e muitas oportunidades estão por vir para quem atua nele, incluindo é claro, os corretores de imóvel. Vamos analisar alguns fatores que exercem grande influência no reaquecimento deste mercado, que são: O preço dos imóveis e a confiança do consumidor.

Valor dos imóveis

O valor dos imóveis no Brasil sofreu uma série de consecutivas altas nos últimos anos. Muitos disseram que era reflexo de uma bolha, outros acham que os preços anteriores é que estavam fora da realidade. Além disso também dizem que os estoques de imóvel que estão lotados, será que existe demanda para isso. Será?

É necessário ter muito cuidado com as bases de comparação para que possamos entender todos esses fatores que giram em torno do mercado imobiliário.

Bolha imobiliária: Antes da copa do mundo dizia-se que após a copa os preços dos imóveis iriam cair. Já se passaram alguns anos e nada dos preços caírem. Na realidade, o valor do metro quadrado teve uma leve queda em relação ao período anterior à copa do mundo, mas não foi por uma bolha. Para que seja caracterizada uma bolha, o valor dos imóveis teria que ter caído mais de 70% e certamente este não foi o caso.

Valor dos imóveis no passado: Seria válida a comparação dos valores de hoje com os valores nos anos noventa ou oitenta?

Uma coisa é certa, os valores hoje são muito mais altos. Mas qual seria o motivo?

A resposta é simples: No passado não havia crédito para compra de imóveis. Em geral, só comprava imóvel quem tinha dinheiro para comprar à vista. Acontece que eram e são muito poucas as pessoas que possuem esta disponibilidade. Como consequência, o valor dos imóveis era muito mais baixo.

Nos últimos anos, houve um movimento global de expansão de crédito, muito mais pessoas passaram a ter acesso a linhas de crédito o que permitiu que mais e mais pessoas pudessem adquirir imóveis.

Por uma lei básica da economia, à medida que aumentou o número de potenciais clientes, consequentemente aumentaram os preços.

Nem precisamos ir muito longe para constatar que justamente pela atual escassez de crédito atual e elevadíssimas taxas de juros que o valor, o número de pessoas dispostas e adquirir imóveis caiu e consequentemente, os preços caíram.

Demanda para grandes estoques: Ano passado foram construídas 200 mil novas unidades no Brasil. Vamos analisar alguns números que para que tenhamos uma ideia da demanda reprimida existente no Brasil e chegar a uma conclusão em relação ao tamanho dos estoques.

Em 2015, houveram 750 mil casamentos e 250 mil divórcios. O casal que se casa, sai da casa dos pais e busca seu próprio lar e o casal que se separa deixa de morar junto e uma das partes tem que procurar um novo lugar para morar. Isso nos dá um número aproximado de 1 milhão de novos lares se formando em apenas um ano.

Desta forma concluímos que só o fluxo de pessoas por ano, é aproximadamente cinco vezes maior do que o número de unidades construídas. Ou seja, o que há de estoque é no mínimo um quinto da demanda nacional.

A confiança do consumidor

Hoje grande parte dos potenciais compradores começam a ter consciência de que agora é um bom momento para comprar, pois já perceberam que a economia já chegou onde tinha que chegar e daqui para frente a tendência é melhorar (mesmo que lentamente).

Já faz muito tempo que se fala que o valor dos imóveis vai cair. E de fato caíram, porém, considerando todas adversidades políticas e econômicas do Brasil, essa queda está lenta e bem moderada. Além disso, mesmo de forma desordenada, alguns indicadores econômicos já começaram a esboçar suas primeiras reações. Desta forma, a tendência é que a médio prazo as taxas de juros caiam e ao mesmo tempo passe a haver uma maior oferta de crédito no mercado.

Muitas construtoras estão se aproveitando deste momento para comprar terrenos por preços muito atraentes. Certamente eles fazem isso sabendo que a retomada do mercado imobiliário está à frente, e quem deseja aproveitar as oportunidades que virão, este é o momento certo para começar a se preparar.

Outro fato que deve ser observado, é que grandes fundos imobiliários estrangeiros estão entrando no Brasil com o objetivo de comprar imóveis em baixa e lucrar com isso posteriormente.

O pós crise

Sim, já se começa a falar de pós crise. O economista Ricardo Amorim, fez uma análise que apontou que toda vez que ocorre uma queda do PIB devido a uma recessão no Brasil, em seguida vem uma sequência de alta e forte recuperação. Em geral os mercados mais afetados são os que sentem mais forte a recuperação. Neste caso podemos citar o mercado imobiliários/construção e o automotivo, que são mercados que dependem muito de crédito.

Segundo o economista, com base em dados históricos, todas as recessões que o Brasil já passou, em seguida veio uma sequência de alta com uma média crescimento tri anual de 6% ao ano. Ou seja, em média, três anos consecutivos de alta com uma taxa de crescimento de 6% ao ano.

Momento de oportunidades

A grande questão é que o momento de grandes oportunidades é agora. Todas as empresas e profissionais estão se preparando para o momento da retomada. Quando o jogo virar, quem fez o dever de casa bem feito e se preparou para virada sairá muito na frente dos demais.

Falando em mercado imobiliário, observamos como as imobiliárias e corretores estão antenados em novas tecnologias, formas de marketing imobiliário, captação e atendimento a clientes.

Fonte: lopes

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